22 Junho, 2008

Dream Team para Web

Jesse James Garrett (comentei sobre seu diagrama de elementos da experiência do usuário em um post anterior), há um bom tempo atrás, falou sobre os pilares que sustentam um time de sucesso para aplicações web. Esses nove pilares são representados na figura abaixo.



Vejam o que ele fala sobre Design Abstrato:

5. Abstract Design: Information architecture and interaction design translate strategic objectives into a conceptual framework for the final user experience. These emerging disciplines addressing abstract design are increasingly recognized for their value in the Web development process.

Em muitas empresas ainda vemos designers se preocupando apenas com o design visual das aplicações, muitas vezes sendo envolvidos no projeto somente quando toda a aplicação já está pronta para “dar uma cara bonita” ao site ou produto. Ou então, preocupando-se com detalhes mínimos da interface antes mesmo de definir e testar o framework conceitual e de interação de toda a aplicação. Não que os detalhes visuais da interface não sejam importantes, é inclusive um dos pilares citados pelo Garrett (Concrete Design), mas que devem ser definidos no seu tempo certo.

10 Junho, 2008

UX na Locaweb


Ando bem em falta com este blog, mas é por um bom motivo...

A Locaweb lançou recentemente quatro blogs sobre vários assuntos bem interessantes e um deles é sobre Experiência do Usuário. Então nestes últimos dias acabei empregando minhas energias nele :)

Mas isso é problema zero! Se faltar aqui, tem lá. Acessem e assinem uxblog.locaweb.com.br.

25 Maio, 2008

Card Sorting

Arquitetura da Informação é considerada um dos elementos da experiência do usuário. Jesse James Garrett, em seu diagrama Elementos da Experiência do Usuário, explica arquitetura da informação como o “design estrutural do espaço da informação para facilitar o acesso intuitivo ao conteúdo." Mas o que é ‘acesso intuitivo’ para seu usuário? O que é intuitivo para você necessariamente é intuitivo ao seu público-alvo? Na maioria das vezes não e erramos em achar que sim!

Um método de pesquisa muito utilizado para descobrir como os usuários entendem o conteúdo do seu site e a forma que ele deve ser organizado é o Card Sorting. Nesta técnica, é dado aos participantes um conjunto de cartões onde cada cartão tem um termo escrito nele (esses termos são justamente aqueles que você quer saber como os seus usuários os entendem). Cada participante agrupa esses cartões da forma que for mais lógica para ele e rotula cada grupo.

Existem dois tipos de card sorting:

  • Fechado: nesse tipo, os cartões já devem ser agrupados em categorias pré-definidas pelo organizador do card sorting.
  • Aberto: o participante tem a liberdade de nomear cada agrupamento com um nome que achar mais conveniente.

Como a técnica é aplicada individualmente com cada participante, os agrupamentos comuns acabam emergindo no final da pesquisa e esse conceito comum deve ser utilizado para organizar a informação do seu site ou sistema.

Algumas variações podem ser aplicadas, como pedir aos participantes que indiquem os cartões que eles consideram com menos similaridade ou, mesmo utilizando a técnica fechada, questionar se as categorias já definidas fazem sentido a eles ou se eles usariam outros termos para categorizar ou mais outras categorias.

Independentemente de qual tipo você usará, alguns pontos são importantes para o sucesso do teste:

  • Em quem aplicar: tenha certeza de que o grupo que realizará o teste reflete o perfil do público-alvo de seu produto.
  • Em quantos aplicar: estudos realizados nesta área recomendam o uso de 20 a 30 usuários.
  • Deve ser aplicado individualmente em cada participante.

18 Maio, 2008

Boa apresentação = Mais vendas

A maneira como são apresentados os produtos no seu site contribui fortemente para o sucesso das vendas. Essa apresentação envolve tanto questões estéticas, como conteúdo e arquitetura da informação.

Em um post anterior, chamado A Primeira Impressão, já comentei sobre o quanto o apelo visual é importante para prender a atenção do usuário que visita seu site pela primeira vez e quanto essa primeira impressão influencia em outros julgamentos que ele fará, incluindo decisões de compra.

Outro ponto importante são as informações fornecidas sobre os produtos. Em uma loja on-line, você não pega no produto, não vira ele de um lado para o outro para ver melhor seus detalhes (até pode, usando algo que possibilite o movimento em uma imagem 3D, mas ainda assim não é a mesma coisa que pegá-lo na mão), não tem a embalagem e nem sempre tem o acesso rápido a um vendedor para responder às dúvidas que você tenha. No processo de compra virtual, ter informações claras e suficientes do produto é crucial para fazer alguém querer comprá-lo e muitos desistem da compra por não conseguir obter respostas às perguntas mais simples: Quanto custa? Como ele é? É compatível com o que já tenho?

O preço é uma das primeiras informações que o cliente procura e ele deve ser exibido claramente. Não o faça ter trabalho para encontrá-lo. Se o cliente não achar rapidamente as informações sobre os custos, a impressão que ele tem é que algo existe para não se querer mostrar o preço ou que deve ser caro demais. Além do preço, divulgue também taxas extras (impostos, taxa de entrega) que podem existir. O comprometimento com uma compra on-line depende muito da confiança que o consumidor adquire na empresa.

A descrição do produto também deve ser precisa o suficiente para criar a confiança que o consumidor necessita para a decisão de compra. Forneça detalhes que dê uma boa idéia do que ele está comprando. Não use termos que somente quem está acostumado com seu negócio entenderá. Utilize palavras que farão sentido ao público que procura o seu produto. E inclua imagens que mostram uma visão completa dele. Lembre-se, ele não pode tocá-lo, então as imagens devem na medida do possível suprir essa falta. Não use imagens apenas como decoração. Mas se preocupe com o tamanho delas. A resolução deve ser boa o suficiente para mostrar os elementos relevantes do produto sem sobrecarregar demais a página.

Finalmente, preocupe-se com a arquitetura da informação do seu site. Não adianta muito disponibilizar os produtos em uma página perfeita com conteúdo suficiente e pertinente, se as pessoas quando entram no site não conseguem achar aquilo que querem. Um grande erro é organizar as informações com a visão que você tem do conteúdo e não a visão que seus clientes possuem. O ritmo de vendas é diretamente influenciado pelo fato dos produtos aparecerem ou não nas categorias que os clientes esperam que eles apareçam. A melhor coisa a fazer então é conhecer essa visão que seus clientes têm e uma técnica muito utilizada para isso é um método de pesquisa chamado card sorting.

O livro Usabilidade na Web (originalmente Prioritizing Web Usability), de Jakob Nielsen, dedica um capítulo inteiro sobre como fornecer boas informações de produtos para vendas na Web.

03 Maio, 2008

Auto-restaurante

Como você se sentiria em um restaurante onde, da sua mesa, navegaria pelo cardápio através de uma tela touch-screen, escolheria seu prato e bebida; e seu pedido chegaria até você por meio de tobogãs high-tech que ligam a cozinha – que fica no teto – e sua mesa?

Esse restaurante existe e fica em Nuremberg, Alemanha. O ambiente, dizem eles, além de futurista é também bastante aconchegante e divertido. Os pratos são todos preparados com ingredientes frescos, de alta qualidade, muito deles orgânico, sem aditivos ou conservantes. Oferece a seus clientes o estado-da-arte em tecnologia: enquanto navegam pelo cardápio, eles têm acesso às informações sobre fornecedores e top-list de pratos avaliados por outros clientes. Depois, podem também dar nota a comida e ambiente e recomendar o restaurante enviando e-mail ou SMS a seus amigos. Tudo isso de suas mesas, pela tela do computador.

Uma abordagem diferente, um conjunto integrado de situações projetadas para criar sensações e experiências a seus frequentadores e não apenas o fornecimento de um serviço.